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O céu e a terra não têm amor humano

Consideram as dez-mil-coisas como cães de palha.

O homem sábio não possui amor humano

Considera as dez-mil-coisas como cães de palha.

O espaço entre o céu e a terra é como um fole

Esvazia sem contrair-se, ao soprar-se mais sons produz.

Mas muitas palavras e números o esgotam

É melhor guardar o que está no íntimo.

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capítulo 6

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“O Tao é um vaso vazio cujo uso nunca transborda

Abismo!

Parece o ancestral das dez-mil-coisas

Abranda o cume

Desfaz o emaranhado

Modera o brilho

Une o pó.

Profundo!

Parece existir

Eu não sei de quem é filho

Parece ser anterior ao Ancestral”

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capítulo 5

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tao andrea“Se não privilegiamos os bons, o povo não compete

Se não valorizamos os bens custosos, o povo não rouba

Se não exibimos coisas desejáveis, o coração do povo não erra.

Por isso o governo do homem sábio:

Esvazia os corações e sacia as entranhas

Enfraquece as vontades e revigora os ossos

Nunca deixa o povo ter conhecimento e desejos

Para o douto não ousar agir.

Agindo no não-agir, assim não há desgoverno.”

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capítulo 4

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Tao Arroz Guangxi“Quando reconhecemos o que faz o belo ser belo
Surge o feio!

Quando reconhecemos o que faz o bom ser bom
Surge o mal!

Por isto:
O ser e o não-ser surgem mutuamente
O fácil e o difícil complementam-se
O longo e o curto condizem
O alto e o baixo convivem entre si
O som e a voz casam-se
O antes e o depois seguem-se.

Por isto:
O homem sábio cumpre suas ações sem agir
Pratica o ensino sem falar
E as dez-mil-coisas agem sem serem impedidas.
Ele cria e nada possui
Atua e não guarda coisa alguma
Realizada a obra ele não se apega

E justamente por não se apegar, ela não se esvai.”

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capítulo 3

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tao rio Yangtze China“O Tao que pode-se discorrer não é o eterno Tao.

O nome que pode ser dito não é o eterno Nome.

O não-ser nomeia a origem do céu e da terra.

O ser nomeia a mãe das dez-mil-coisas.

Por isto:
No não-ser contempla-se o deslumbramento.

No ser contempla-se sua delimitação.

Ambos o mesmo, com nomes diversos
O mesmo diz-se mistério.

Mistério dos mistérios
Portal de todo deslumbramento.”

traduzido pela comunidade do wikisource

capítulo 2

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TAOO Tao Te Ching, ou Dao de Jing, comumente traduzido pelo nome de “O Livro do Caminho e da sua Virtude”, é um dos antigos escritos chineses mais conhecidos e importantes. A tradição diz que o livro foi escrito em cerca de 600 a.C. por um sábio que viveu na Dinastia Zhou chamado Lao Tzi (“Velho Mestre”), como um livro de provérbios relacionados com o Tao, e que acabou servindo como obra inspiradora para diversas religiões e filosofias, em especial o Taoísmo e o Budismo Chan (e sua versão japonesa, o Zen).

Como a maior parte das figuras mitológicas dos fundadores de religiões, a vida do escritor do Tao Te Ching, Lao Tzu é envolta em lendas. Segundo a tradição, Lao Tzi nasceu no sul da China cerca de 604 a.C sendo superintendente judicial dos arquivos imperiais em Loyang, capital do estado de Ch’u. Desgostoso pelas intrigas da vida na corte, Lao Tzi decidiu afastar-se da sociedade seguindo para as Terras do Oeste. Montado em uma carroça guiada por um boi , seguiu viagem, mas ao atravessar a fronteira, um dos seus amigos, o policial Yin-hsi, o reconheceu e lhe pediu que escrevesse seus ensinamentos antes de partir. Lao Tzi então escreveu o pequeno livro conhecido posteriormente como o Tao Te Ching , e partiu em seguida. Segundo a história, morreu em 517 a.C. Lao Tzi foi canonizado pelo imperador Han entre os anos 650 a.C. e 684 a.C

lao tseOs mais recentes estudos apontam para que o Tao Te Ching tenha sido escrito por Lao Tzi entre 460 a.C. e 380 a.C. Algumas lendas dizem que o Tao Te Ching estava gravado numa série de réguas de bambu. O texto ia passando de uma régua para outra e, como entretanto elas foram embaralhadas, ninguém sabe hoje a sua ordem exata.

Este livro não originou o Taoísmo nem o conceito de Tao: tais já eram de uso corrente antes da escrita do livro. Mas ele serviu como obra de apoio para as religiões que aderiam à idéia do Tao (Caminho) como a base da existência de todas as coisas.

tao te chingAs diversas correntes do pensamento religioso e filosófico através dos tempos atribuiram milhares de interpretações diferentes ao sentido do Tao Te Ching. Porém, o tema principal do livro é localizado em seu primeiro provérbio: “O Tao que pode ser dito não é o Tao Verdadeiro”. O Tao Te Ching situa a origem de todas as coisas no Tao (Caminho, Senda), que longe do conceito de Deus nas religiões deístas, é um príncipio inimaginável, inenarrável, eterno e absoluto, que não pode ser compreendido, já que qualquer tentativa de classificá-lo cria uma dicotomia que não pode existir em algo Eterno e Absoluto. Já que o Tao não pode ser compreendido, o Tao Te Ching enfatiza que não existem meios de manipulá-lo. Logo os seres devem viver uma vida simples, sem grandes questionamentos morais ou filosóficos, onde se enfatize o “não-agir” (a “não-ação”, wu wei), isto é, deixar-se guiar pelo curso natural e lógico dos eventos do universo. O homem que seguir este príncipio acaba liberto das vicissitudes da vida, e se torna o “Homem Santo” celebrado no Taoísmo.

Uma filosofia deste tipo, logicamente quebra todos os conceitos e tentativas do homem controlar seu destino e demonstra que toda tentativa de se criar uma religião, uma sociedade política ou moral acaba sempre sendo infrutífera.

fonte: wikipedia

capítulo 1

capítulo 2

capítulo 3

capítulo 4

capítulo 5